Vacinação para adultos: proteção essencial para a saúde ao longo da vida
Especialista fala sobre a importância da imunização para essa faixa etária e indica vacinas que devem ser aplicadas

Embora a imunização infantil seja amplamente incentivada, a cobertura vacinal entre os adultos brasileiros continua abaixo dos níveis recomendados pelo Ministério da Saúde, o que deixa milhões de pessoas vulneráveis a doenças evitáveis. De acordo com a análise dos dados de vacinação no Brasil realizada pelo Observatório da Atenção Primária à Saúde da associação civil sem fins lucrativos, Umane, o país registrou em 2021 a menor cobertura vacinal dos últimos 20 anos, com uma média nacional de apenas 52,1%.
Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, a vacinação é um ato de proteção coletiva, já que quando mais pessoas estão imunizadas, menor é a circulação dos agentes infecciosos, o que reduz surtos e epidemias. “A imunização em massa cria um efeito conhecido como imunidade de rebanho, protegendo inclusive aqueles que não podem ser vacinados por questões médicas. Quando um número significativo da população está imunizado, as chances de um vírus ou bactéria se espalhar diminuem drasticamente, ajudando a evitar surtos e epidemias", afirma.
Além disso, a vacinação protege grupos vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas, que estão mais suscetíveis a complicações graves decorrentes de infecções. "A vacinação não é apenas um ato individual de proteção, mas um compromisso com toda a sociedade. Muitos adultos desconhecem a necessidade de manter suas vacinas em dia, porém é importante alertar que a falta de imunização pode resultar no reaparecimento de doenças já controladas, como o sarampo, além de aumentar o risco de complicações em infecções como gripe e pneumonia. A imunização é um investimento na qualidade de vida. Nunca é tarde para se proteger", explica a Elisa.
Calendário vacinal
O calendário vacinal para adultos inclui imunizantes fundamentais para a proteção da saúde individual e coletiva. Entre as principais vacinas recomendadas estão:
- Dupla adulto (dT): protege contra difteria e tétano, com reforço a cada 10 anos;
- Hepatite B: indicada para quem não recebeu o esquema completo na infância, com três doses;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): necessária para adultos não vacinados ou sem comprovação de vacinação, especialmente até os 59 anos;
- Influenza (gripe): dose anual, principalmente para grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades;
- Pneumocócica (pneumonia e meningite): recomendada para idosos, pessoas imunossuprimidas e portadores de doenças crônicas;
- Febre amarela: exigida para quem vive ou viaja para áreas endêmicas, com reforço necessário a depender da recomendação oficial;
- Herpes-zóster: indicada para pessoas acima de 50 anos, especialmente aquelas com imunidade comprometida;
- Varicela (catapora): recomendada para adultos sem histórico da doença ou sem vacinação prévia;
- HPV: indicada para homens e mulheres até 45 anos para proteção contra cânceres e verrugas genitais. Pode ser aplicada para indivíduos acima dos 45 anos, com prescrição médica;
- Meningocócica ACWY ou B: recomendada para adultos em situações de surto ou com risco aumentado de exposição, como profissionais da saúde e viajantes. Entre as principais vacinas recomendadas estão:
- Dupla adulto (dT): protege contra difteria e tétano, com reforço a cada 10 anos. As clínicas privadas oferecem a Dtpa, com proteção ampliada para difteria, tétano e coqueluche;
- Hepatite B: indicada para quem não recebeu o esquema completo na infância, com três doses;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): necessária para adultos não vacinados ou sem comprovação de vacinação, especialmente até os 59 anos;
- Influenza (gripe): dose anual, principalmente para grupos de risco, como idosos, gestantes e pessoas com comorbidades;
- Pneumocócica (pneumonia e meningite): recomendada para idosos, pessoas imunossuprimidas e portadores de doenças crônicas;
- Febre amarela: exigida para quem vive ou viaja para áreas endêmicas, com reforço necessário a depender da recomendação oficial.
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